Conselho médico da Índia rejeita reativação do turismo devido à ameaça da covid-19 – Jornal Correio do Brasil


Reabrir os destinos turísticos da Índia e permitir viagens de peregrinação poderiam ter o efeito de “super disseminadores” de uma terceira onda de infecções de covid-19, alertou o principal organismo médico do país nesta segunda-feira.

Por Redação, com ANSA – de Nova Délhi

Reabrir os destinos turísticos da Índia e permitir viagens de peregrinação poderiam ter o efeito de “super disseminadores” de uma terceira onda de infecções de covid-19, alertou o principal organismo médico do país nesta segunda-feira.

Lojistas aguardam para abrir suas lojas em área comercial após as autoridades aliviarem as restrições de confinamento em Nova Délhi, Índia

Depois que uma segunda onda catastrófica, impulsionada principalmente pela variante Delta mais infecciosa e perigosa, devastou o sistema de saúde nacional, a Índia está relatando agora cerca de um décimo dos números diários do pico de maio.

Mas especialistas temem que uma terceira onda de infecções não esteja longe, já que restrições de viagem estão sendo relaxadas em várias partes do país.

Terceira onda

Nesta segunda-feira, a Associação Médica Indiana (IMA) apelou para que governos estaduais e cidadãos não abaixem a guarda contra a covid-19, dizendo que uma terceira onda é inevitável.

“É doloroso notar, neste momento crucial… em muitas partes do país, tanto o governo quanto o público está sendo negligente e participando de reuniões em massa sem seguir os protocolos contra a covid”, disse a IMA em um comunicado à imprensa.

Os comentários da IMA ecoaram aqueles de autoridades de alto escalão do governo que pedem aos cidadãos que evitem aglomerações em locais turísticos e alertam que a segunda onda do coronavírus ainda não terminou.

“A bonança do turismo, as viagens de peregrinação, o fervor religioso são todos necessários, mas podem esperar mais alguns meses”, disse a IMA, acrescentando que autorizar estes rituais e permitir que pessoas não-vacinadas compareçam a estas reuniões são “super disseminadores em potencial da terceira onda da covid”.

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